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Vocês sabem que eu sou surdo que nem uma porta apesar do aparelho auditivo, mas uma vez por por outra lá consigo perceber algumas palavras das pessoas que falam perto de mim.
Eu ia no comboio, cerca das 17 horas, a caminho do Garcia de Orta para mais uma consulta da praxe.
Á minha frente uma jovem de talvez 18 anos, trazia uma mochila e uma malinha termica, que suponh,. teria contido a refeição do almoço.
Vinha da escola? Vinha do trabalho?
Não sei.
Nisto, o telemovel dela toca, atende e apenas ouve. Por fim diz, numa voz algo infantil e muito baixo para ninguém ouvir, mas eu consegui perceber o que ela disse;
Não tenho dinheiro! E desligou.
Aquilo doeu-me.
A jovem com um ar um pouco trste, encostou o rosto ao vidro da janela e olhava o horizonte sem ver.
De um modo geral apenas trago alguns trocos comigo e naquele momento desejei ter pelos menos 20 euros para oferecer á jovem, semninguém ver.
Provavelmente o gesto seria mal interpretado, mas nunca saberei.
Saí no Pragal e lá fui á minha consulta. Onde para não variar, recebi mais “boas notícias” acerca da mimha saúde.
Mais exames para fazer, talvez daqui a 2 anos ou mais, vono é norma naquele hospital. Pelo menos comigo é. Quando lá vou estou meses ou anos á espera de fazer os exames.
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